Uma menininha chegou pra mim e disse:
- você esta doente?
Eu: sim , só não sei com o que (sorri)
Então ela me perguntou:
-“o que é vicio?” E eu apenas sorri e deduzi:
- que vicio é algo que a gente não consegue deixar, que temos que fazer constantemente e se deixamos de fazer o nosso corpo sente falta.
Após ter deduzido isso me calei, bebi uma dose de vinho, voltei a ler o jornal
foi quando aquela menininha de tanto pensar perguntou novamente
_” Amar uma pessoa é um vicio?”
- Eu ” porque dessa pergunta?” então foi que ela disse:
-Vicio é o que deduzimos algo que não conseguimos largar ou temos dificuldade e quando estamos sem nosso corpo senti falta certo?
eu sorri e abaixei a cabeça e meio que concordei
-Ela diz: moça então já descobri sua doença
eu sorri, e perguntei:-o que é então?
Ela: - Você simplesmente ama. E amar alguém se torna um vicio
E as fotografias me machucam, as lembranças mais ainda. Nostalgia de uma vida que idealizei mas nunca existiu de verdade. Você, eu, nós… Esse nós que não sei se realmente existiu ou existe. Só sei que ainda me lembro das promessas feitas sobre a luz da lua e de todas as estrelas juradas a mim, me lembro dos abraços apertados e dos nossos olhos que brilhavam , ou eram apenas os meus que refletiam esse amor enorme que sempre existiu tanto dentro de mim. Aquela frase dita por ti “Eu sou um homem de sorte, um de poucos que podem dizer que tem uma mulher linda ao seu lado”… Essa frase não surtiu nenhum efeito sobre mim. Ela me fez lembrar de todas as rosas e promessas, de todas as tardes sobre uma luz baixa de um quarto escuro onde éramos um do outro e não havia mais nada ou ninguém. E no meio de todas as mentiras e falsidades havia um bem querer, um bem querer que não existe mais, talvez nunca tenha existo. Talvez a diferença seja que hoje não respiro tanto amor só nostalgia, de um tempo que idealizei, de um tempo que não volta mais.